Este começo de ano foi para as comunidades de Ipaporanga e Nova Russas um tempo intenso e forte, de novidades. Partilhamos em nosso primeiro encontro das duas comunidades como cada uma vivenciou, experimentou e celebrou este tempo...
![]() |
| Irmãs e Jovens Vocacionadas de Ipaporanga e Nova Russas |
Um tempo de expectativa e de espera
Foi o tempo de escolher, negociar e equipar casa, tempo de prepará-la, de ajeitar os quartos para acolher mais moradoras. E mais importante do que isto, preparar a casa do coração para acolher quem estava chegando!
Tempo de ampliar a tenda, deixá-la aconchegante, acolhedora, imaginando cada uma que iria integrar a comunidade.
Para quem estava chegando, tempo de abertura, de imaginar como será a vida em novas terras, a nova realidade; tempo de abrir-se para a novidade do Reino e da missão.
Tempo de mudança
Um momento de muitas perguntas povoando a mente e o coração: como chegarão? Será que se adaptarão? Como se sentirão e como nos sentiremos com sua chegada?
Tempo de agendar viagens, caronas, horários, itinerários favoráveis, quem as buscará, onde buscará, de que jeito...
Tempo de preparar uma comidinha gostosa para matar a fome de quem chega, depois de longas viagens, nem que seja a meia noite!
Tempo de mudança física, geográfica e também de mudança interior, de reorganização, de revisão. Tempo de transformar e transformar-se, de sonhar, de projetar.
Tempo de acolhida
E assim foram chegando, a começar pelas jovens vocacionadas: Iana e Marineide; e em seguida as Irmãs, Cristiane e Adelaide.
Em cada comunidade os preparativos, os cuidados para acolher a cada uma com ternura e simplicidade, com o espírito da Fraternidade Esperança.
Tempo de alegrar-se com as novas composições, com a nova organização como uma orquestra que busca alcançar o melhor arranjo para a execução da sua mais bela canção: a vida, a vida comunitária!
Tempo de integração e inculturação
Tempo de aproximação da comunidade do povo, com toda a sua riqueza e singularidade. Tempo de conhecer e dar-se a conhecer, de reconhecer o que temos em comum e o que nos diferencia. Tempo de provar novos temperos, cheiros, sabores... de experimentar o calor do sol e do coração.
![]() |
| saboreando um milho assado na festa da colheita, Nova Russas |
Tempo de partilhar uma tapioca regada com chimarrão!
Tempo de ajeitar os “trem”, de “entrar no embalo” e sentir as novas “sensações”!
Tempo de sentir saudade da mãe e do pai e se dispor a construir outra família.
Tempo de sentir os clamores, os desafios, as interpelações....
Tempo de perceber que o povo está faminto por presença gratuita, por visitas.
![]() |
| matando a saudade do chimarrão |
Tempo de conviver
Tempo de nos contemplarmos mutuamente, olharmos para nós e umas para as outras, percebendo nossos dons, potenciais, talentos e também nossos limites.
Tempo de rezarmos juntas, de celebrar a vida, as pequenas e preciosas conquistas do dia-a-dia.
Tempo de sabermos as histórias de vida, as trajetórias e as andanças de cada uma...
Tempo de cuidado
É também tempo de cuidarmos de nós mesmas, de nossa saúde, alimentação, repouso, adaptação; tempo de cuidarmos e cultivarmos a unidade, a comum-unidade; tempo de cuidar da vida de toda criação, que nos cerca e geme em dores de parto...
É tempo de cuidar das relações que foram construídas e cultivadas e que deixamos longe, tempo de cuidar das novas relações que nascem a cada encontro com o povo.
Tempo de sonhar
Tempo de alimentar sonhos de vida, de dignidade e justiça. De sonhar com as trilhas que percorreremos neste ano.
Tempo de sermos visionárias e gestar projetos pessoais e comunitários comprometidas com o Reino de Deus, que quer acontecer, aqui e agora, através de nós.




2 comentários:
Amei fofas, felicidades sempre....
Linda matéria: Para tudo há sempre um tempo. Parabéns pela caminhada de vocês. O Deus de amor e de vida as faça sempre plenas de amor e de muita vida.
Parabéns. Um feliz caminhar.
Postar um comentário